quarta-feira, 30 de julho de 2008

S. Sebastião da Pedreira

É fácil simpatizar com Lisboa. Parece que, no Terramoto de 1755, várias igrejas ficaram destruídas. Mas a rua dos lupanares, ao que dizem os historiadores (que, aliás, deviam dar mais atenção aos lupanares), ficou intacta.

Nutro sincero fascínio por quem se orgulha do sítio em que nasceu. Pessoalmente, tenho dificuldade em orgulhar--me das coisas que me acontecem por casualidade e, como disse Fernando Pessoa, o lugar onde se nasce é o lugar onde mais por acaso se está. É certo que Pessoa bebia bastante, mas o conselho da prevenção rodoviária é «Se conduzir, não beba», e não «Se inventar aforismos sobre o sítio de que é natural, não beba.» Julgo que não é por acaso.

Não é que não haja motivos para uma pessoa se orgulhar de ser de Lisboa. À primeira vista, porém, parece que não há. Julgo que é unânime que a melhor coisa que Lisboa tem é a luz. No entanto, o modo particular como o sol brilha sobre uma cidade dificilmente será motivo de orgulho. Mais: se a luz é o melhor, quer dizer que aquilo que ela ilumina não é particularmente digno de nota. Por outro lado, contudo, é fácil simpatizar com Lisboa. Parece que, no Terramoto de 1755, várias igrejas ficaram destruídas. Mas a rua dos lupanares, ao que dizem os historiadores (que, aliás, deviam dar mais atenção aos lupanares), ficou intacta. Há que respeitar uma cidade em que isto acontece.

Mas, para mim, o principal motivo de orgulho de ser lisboeta é outro, e mais importante: se alguém disser mal de Lisboa, nenhum lisboeta se aborrece. Isto parece-me precioso. Se eu fizer um comentário negativo acerca de qualquer localidade portuguesa, no dia seguinte recebo centenas de cartas de cidadãos indignados. Não tenho o direito de dizer que determinada aldeia de Trás-os-Montes é atrasada. Há imprecisões infames nas minhas opiniões sobre o Carnaval de Torres Vedras. E a minha perspectiva sobre as vacas da ilha Terceira é um escândalo. Mas se eu fizer meia dúzia de críticas à cidade de Lisboa, mesmo que sejam injustas, o meu carteiro bem pode dormir até mais tarde, que ninguém se incomoda a escrever-me. É significativo. Não sei bem de quê, mas é.

Eu, como boa parte da população de Lisboa, nasci em S. Sebastião da Pedreira. Já lá passei duas ou três vezes e confesso que não senti grande coisa. Não me vieram as lágrimas aos olhos. Não me apeteceu escrever poemas. Não me incomoda que o resto do País desconheça onde fica S. Sebastião da Pedreira, quantos habitantes tem a freguesia, ou quais são as tradições locais, se é que há algumas. Trata-se de um sítio, e é tudo. O facto de eu lá ter nascido, como seria de esperar, não transformou a localidade num lugar especial. Assim é que é bonito. O sítio em que nasci é verdadeiramente banal. Não o trocava por nenhum outro.


Por: RIcardo Araújo Pereira



E eu que quando a grande maioria de Lisboetas também em S. Sebatião da Pedreira também concordo na íntegra com o RAP.
Eu própria já passei à porta do sítio onde nasci e de facto não senti nada de especial e concordo que ter nascido num sítio banal faz-me feliz, ah e não o trocava por nenhum outro.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O medo...

O Raio do medo!
Que pena é, que triste é, castrarmos as fortes emoções que sentimos ao ouvir uma boa música, por exemplo, ao olharmos para uma criança que sorri para nós abertamente. Que pena é ocultarmos aquele aperto no peito que sentimos quando acordamos ao lado da pessoa que amamos, que admiramos… Mas a pessoa acorda e nós não dizemos nada… O medo diz-nos “sabes lá o que ele/a vai pensar!” Mas o que importa isso?!? Não será o que nós pensamos que vale?
Vivemos miseravelmente presos aos bloqueios, aos traumas… são eles que comandam a nossa vida, se é que podemos chamar isto de vida. A maioria de nós subsiste, vagueia, flutua sem norte, sem objectivos. “Vai andando”, ouvimos nós dizer quando perguntamos, “como vai a vida?”.

Será que é isto que nos é proposto lá em cima, antes de descermos de novo à manifestação? Será que é isto que trazemos para fazer? É esta a nossa missão? Subsistir?

É verdade que estamos e que somos envolvidos neste emaranhado sem fim de ilusões, de alucinações, de filmes que são criados aqui na 3ª dimensão e na nossa mente. A rede está bem montada, é verdade, mas se alguns conseguem fura-la, porque é que os outros não conseguem?!
Porque não acreditam no Amor. Porque os seus corações não estão puros, porque as inseguranças e o raio dos medos os controlam. Temos medo de tudo. Temos medo de nós, por isso, atacamos os outros. Temos medo da vida, por isso, não aceitamos desafios. Temos medo da felicidade, por isso, viramos a costas às oportunidades com frases do género: “isto não vai dar certo.” Temos medo das vitórias, por isso, aceitamos aquele trabalhinho medíocre porque ali não há como falhar.

Há muito que deixámos de acreditar que podemos ser felizes… que podemos ser seres completos; bons profissionais, bons amantes, bons pais, bons políticos, bons professores, bons seres humanos. Escolhemos apenas uma delas e é quando é!
Deixamos de sonhar e de acreditar no nosso poder pessoal. Esquecemo-nos que podemos conquistar tudo! Podemos ser tudo! Podemos atingir estágios que nem imaginamos, e porquê? Porque não tentamos.

Porque renegamos a nossa Centelha Divina? Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, dizem, mas onde é que o sentimos? Onde é que nos pomos à prova? Quando é que acreditamos que somos deuses? Se somos filhos de Deus, então, somos também, deuses ou pelo menos semideuses.

Temos, todos os dias, a oportunidade de nos superarmos, de sair da “normalidade”, de criarmos, de sermos Maiores e melhores, mas fechamo-nos na nossa torre. E a cada dia, a nossa essência, a nossa estrela vai perdendo o brilho, vai escurecendo e ao invés de transformarmos o chumbo em ouros, fazemos o processo inverso, transformamos o ouro em chumbo… ao invés de evoluirmos, involuimos…



Como eu costumo dizer, ”os Deuses esperam-nos” e todos lá chegaremos, mas porque será que fazemos de tudo para atrasar este divino objectivo? Porque teimamos em trilhar caminhos que sabemos que não nos conduzem ao Alto?! Porque teimamos em não trilhar caminho nenhum?
Porque temos medo…

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Lindo...

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quarta-feira, 19 de março de 2008

Mini Dicionário Açoriano

Mini Dicionário de expressões Açoriano

"O segredo para não ter tédio, pelo menos para mim, é ter ideias"
Delacroix, Eugène


Este mini dicionário serve para fazer uma pequena brincadeira e partilhar convosco uma pequena recolha de regionalismos ou expressões usadas pelos Açorianos.


A
Açucrino Gelado
Origem: ice cream
Ex:
P:“Queres um Açucrino?”
R:“Queres um gelado (ice cream)?”


Alvaroças Suspensórios
origem: overalls

Atoleimado Tolo

Apoquentação Problema; inquietação

Abouiar Atirar

Aganta Aguenta

Amanda Manda

Asno Burro

Arressaca (deturpação de Ressaca) Briga


B

Bota que tem Termo generalista de concordância em resposta
a uma pergunta:
Ex:
P: “ Vamos aos toiros?”
R: “ Bota que tem! ”
P: “ Vai mais um copo de vinho?”
R: “ Bota que tem !”

Brassad Companheiro; amigo

Blica Pénis

Binsuade Abençoado; Querido

Bezuga Rapariga

Base Autocarro
Origem: bus

Barraca Tenda

Bailinho Teatro amador

Barbasn’ciu Piquenique; Churrasco
Origem: Barbecue

Buer Beber (não é usado unicamente nos Açores)


C

Cubanos Pessoas que nasceram em Portugal Continental

Clauseta Armário; roupeiro
Origem: closet

Cooler Caixa hermética; geleira

Corisco mal amanhado Safado; traquinas; reguila

Crica Tampa; carica

Canica Relva

Canáda Rua

Canadinha Rua estreita

Clâme Saliva; cuspo

Carro de praça Táxi

Carreira Autocarro

Chouffer da frágonete Condutor da Camioneta

Cramalheira Dentadura

Candilhes Rebuçados
Origem: Candies

Côrtes Tribunal
Origem: Court

Chupeta Banana (cabo para ligar a antena na televisão)

Colégio Universidade
Origem: College

Carroça Bebedeira


D

Descreta Esperta
Ex:
“… tal piquena discreta!”

Dondué De onde é?

Donetes Donuts
Origem: Donuts

Desclaços Terceirenses


E

Enlameirados Enlameados; caminhos com lama

Enbia-te Vem

Estás bem amanhado! Estás tramado (lixado)!

Estôa Loja
Origem: Store


F

Friza Frigorífico
Origem: Freezer

Fanica Vagina

Fogue t'abrase Fogo te abrase (injúria)

Fema Rapariga

Fonte Torneira

Foge diante Sai da frente

Frágonete Camioneta

Fominha negra Com muita fome

Fogareiro Fogão Mulher feia

Falsa Sótão

Frejoeira Frigorifico
Origem: Refrigerator

Frango Homossexual jovem



G

Gama Pastilha elástica
Origem: gum

Gaitadaria Gargalhadas; risos frenéticos

Gueixa Rapariga

Gadanhos Dedos

Gueixos Vacas; gado

Grande padeira Grande rabo

Gadelhas Cabelos

Graduar Formar; licenciar
Origem: to graduate

Gárbixa Lixo
Origem: Garbage

Garoto Irresponsável


H

Hambérger Hamburger
Hóme Homem; namorado; marido


I

Ice Ai se…


J

Já se sabe.. Claro (afirma concordância)
Japoneses Oriundos de São Miguel

K

L


Lai Lei


M

Mapa Esfregona
Origem: mop
Ex:
“Dá-me o mapa” = “Dá-me a esfregona”

Modes Expressão utilizada para dizer que está pronto ou;
a modes que - neste sentido é utilizado para uma suposição/ interrogação/ afirmação:
Ex:
P: a modes que ontem houve toiros na ribeirinha?!
R: a modes que sim!

Maçam Grande quantidade, ou em grande quantidade.
Ex:
"Estavam pra lá, maçam deles"

Mamã s'abence Pedido de benção

Macaquinhos Desenhos animados

Meias Collants

Miolos Migalhas

Moreão Pénis

Microeives Micro-ondas
Origem: Microwaves

Modas Músicas

N

New Nú; Sem roupa.
Ex: Ele saiu new de casa.

Naião Homosexual

Mêm de veras A sério

Nisca de gente Criança


O

Olhos arregalados! Olhos em bico!

Offas Escritórios
Origem: Offices

Oranmelons Melancia
Origem: Watermellons

P

"povo com 'a bicho" Uma multidão, muita gente.
Pa mór dês Expressão Terceirense utilizada para dizer Pelo Amor de Deus. Ex:
“…Eh homê pega drêt! Pa mór dês!”

Pana Alguidar; bacia

Puderio Sinónimo de muito - "grau superlativo absoluto de muito"

Prisões Ganchos para o cabelo

Prisão da rôupa Molas de roupa

Pelo'ê Ai de ti!

Pau-de-filete Poste de electricidade

Poderios Muito

Pega drêt Desaparece
Ex:
“…Eh homê pega drêt! Pa mór dês!”

Papo-seco Carcaça

Péugos Meias

Penca Nariz

Paranhos Teias de aranha

Piquenos Meninos; miúdos

Passa-te pa uma casinha! Vai-te embora; Não me chateie; Desaparece


Q

"...que nem mate" Expressão comparativa, normalmente depreciativa, utilizada
em expressões do tipo:
Ex:
“…ele é feio que nem mate.”

Queijada Pastel de nata

Que peste! Que cheiro!

Quéla Ela; rapariga


R

Requim (Requinho) Bonitinho, engraçado

Rebendita Vingança

Rabixel Rabo

Raíuei Auto-estrada
Origem: High way

Rár atéck Ataque cardíaco
Origem: Heart Attack

Recuo Marcha a trás

Recta Via rápida

S

Suéra Camisola
Origem: Sweatshirt

Samarra Peça de roupa; casaco quente

Shortes Calções
Origem: Shorts

Sifão Sanita

Snicas Ténis; Sapatilhas
Origem: Snickers

Sinó Neve
Origem: snow

Socas Meias
Origem: Socks

Socas de milho Maçarocas

Soda Refrigerante
Origem: soda

Slipas Chinelos
Origem: Sleepers

Serrado Terreno normalmente usado para o gado

Sertã Frigideira


T

Toleirão Tolo

Tal Que

Tai'asne Tal asno; que estúpido

Tás co olho!? Para onde estás a olhar!?

Têstos Cacos

Tréla Atrelado
Origem: Trailer

Traques Camiões
Origem: trucks

Turquí Peru
Origem: Turquey

Toma calma! Acalma-te!


U

Uínda Janela
Origem: window


V

Vaca Miquelina Aspirador
Origem: vapoor cleaner
Ex:
“Comprei uma “vaca Miquelina” qué um “espetácule”” = “Comprei um Vapor cleaner (aspirador) que é um espectáculo”

Vá larê Vai dar uma curva

Vent'incanade Corrente de ar (Vento encanado)

Vesgueta Cego
Ex:
'Tás vesgueta?”

Vais apanhar nas ventas Vais levar na cara

Viciár Vídeo
Origem: vcr


W

X

Y

Year Deixar, partir.
Ex: Ela teve que year?

Z

Zebra Passadeira
Zaparece Desaparece; Vai- te embora


Espero que se tenham divertido tanto a ler este mini dicionário como eu me diverti a elaborá-lo. O mais curioso é que demorei cerca de três dias a conclui-lo e cada vez que pensava concluir e enviá-lo lembrava-me de mais alguma frase ou palavra. Acreditem que me tinha sido bastante útil antes de ir para a região.


Agora para ver se conseguem fazer uso do dicionário:
Dois textos em “açoriano” para ler tal qual estejam escritos e têm a garantia de uma boa “gaitadaria” (gargalhada):
http://www.acores.net/blogger/view.php?id=5735
Mabilda e Alzira vão Praça do Mercado (parte 1)
Publicado em 2006-01-17 15:53:17
Alzira chega logo ás 9 da manhã batendo á porta da Mabilda. Alzira: Mabilda!!! Ah Mulher acorda-meMabilda.áqela acorda!!! Mabilda cheia de sono: áqelaq foi? Já na se pode dormir descansada? A: ah Mabilda então não temos de ir á Praia da Vitória?...ah praça do mercado? M: ah..mas é na carreira das 10 qelaisso ainda é cedo!!! A: aqela mas qero ver qem passa..e saber as novidades antes de ir pa Praia! M: porque na disseste logo mulhervou-me vestirolha entra e vai comendo uns biscoitos.. Alzira pega no saco e senta-se .pega num biscoito e põe na boca: Alzira: aiii isto tá duro que nem um calhau..ainda me parte a dentuça..credo..cheira a mofo!!! Mabilda veste a sua saida rodada preta com pregas..e a sua suera com brilhantese pega no perfume que a irmã mandou do Canadápõe em sie derrepente as moscas caem pró lado.. Mabilda: qerem verontem é q esguixei o mafue só morreram agora? A: ahhh Mabildaáqela tas pronta? Já é 9:30!! M: já tou aqigostaste dos biscoitos? Fiz-os ontem..uma receita da chica da venda A: ah..são uma delicia tens de me dar a receita! (cuspindo o biscoito num guardanapo) M: olha leva estes..pra gente se consolar na Praia A: ah mulher na precisa agente compra no modelo uns pa gente cmer M: ahh mulher ate parece q na gostaste A: eu adorei..ate vou cmer outro agora..hummm q bom (q vontade de vomitar)ahh que cheiro é esse parece M: gostas?..é perfumeminha irmã do Canadá mandou-me .. A: pois.,,,cheira bem.(parece mafu) M: olha vamos já andando. Saindo a portasobem a rua..e vão ate paragem do autocarro A: olha a Maria Joaquinha.aqela.chega aqi!!! M: áqela tua mãe tá mais pairadinha? MJ: á vocês ela está internadamas segundo o médico tá quase em casa A: aqela adês entãoe manda visitas a tua mãe M: ah Alzira já viste aqela..a mãe internada e ela ontem na venda da chica a rir toda esganiçada.. A: e mais umamas isto na sai daqia Josefina disse-me que ela anda metida com o Jaquim da Conceição.. M: ahh..na possoela e o jaquim..credo mulher.. A: nem sabesesta gente tá cada vez pior.


Mabilda e Alzira vão á Praça do Mercado (ultima parte)
Quarta, 18 de Janeiro de 2006 às 14:28
O autocarro chega M: olha a carreira já vem.qem será o choféaqele careca que costuma fazer o desta hora não gosto nada..tem cá uma fronha..que parece que comeu e na gostou A: tens rezão qelatem cara de porcoele faz sempre uns olhos pra mimna tenho a culpa de ser toda bonita. M: ahbonitapois é (esta na tem espelhos em casa) A: olha o chófé é outroé um rapaz novogordo..prefeito..que rico pequeno M: olha é pra Praia se faz favor A: Mabilda olha que aumentou o preço M: credo..é verdade? Condutor: sim..aumentou 5 centimos M: cruzes credo..tá sempre aumentar.. A: olha vamo-nos assentar ali M: ai tanta canalhacredo..aqela não é a filha do Ribeiro? A: éum pai que se faz tanto prezado..e uma filha que veste aqelas roupashavera de ser comigofilha minha anda sempre na linha! M: (mal ela sabe a peça que tem em casa) claro mulher a minha também tá sempre na linhaera mais que faltava estar naqeles aqilo é uma saia ou um cinto? A: é uma saiamodernices(ate parece que a tua filha é uma santa) M: e já viste aqelas meias?....parece uma rede de pescadorq vergonha! A: a minha também queria..eu é que na deixeiera mais que faltava Filha do Ribeiro: aiii estas velhas já me irritammas..que raio de cheiro é esseparece mafu.ás tantas elas nem se lavam! A: (uiii eu que o diga que raio de perfume) M: que é que aqela tá pra ali a dizersobre mafuate parece que estamos a enjoar A: (estamos?..ou estás?) na seideixa láeste teu perfume consola (aii que ainda desmaio) M: canalha malcriadavou mas é cmer uns biscoitosqeres um? A: (credo) tou cheia qelacmi muito.. M: olha já tamos a chegarcredotanta gente nessa Praia A: pois é..essa gente é só passearna qerem fazer nadae já viste..é só canalha da escola M: ai mulher vamos lá pa Praça do Mercado chegando á Praça do mercado M: credo..que cheiro a peixe logo á entrada A: antes isso que o teu perfume M: disseste alguma coisa? A: este peixe parece do joão dos ovosmais podre que nem sei o quê M: olha vou comprar uns legumes pra fazer uma sopa homem da banca de legumes(HBL): Bom dia minha senhora..em que posso ser útil? M: era umas coives HBL: tenho estas aqifresqinhas q consola M: fresqinhas? Tão murchase comidas pelas lagartas!... HBL: oh minha senhora na diga issoestao aqi frescas..apanhadas hoje do meu quintal! M: Alzira!!! Áqela chega-te aqi! A: diz Mabilda M: olha-me pra estas coives. A: credo..isso onde é que andoue ainda por cima com este preço HBL: estão frescasmas eu faço um desconto! M: assim axo q levoarranja-me aí umas folhinhas HBL: tome lá.(uffa tava a ver q na as vendiatão aqi desde a semana passada) A: olha vou ali comprar umas maçãs M: olha vou contigo HB frutas: em que posso ser util? A: tou aqi a ver umas maçãs.(apanhando o homem distraído..poe umas na mala e a Mabilda faz o mesmo) HBF: entao já escolheram? A: olha pode ser uma 3 maçãs dessas HBF: apenas 3? A: na somos muito de comer fruta M: olha qem tá ali.ohhh tia Rosaaqelacmé que tas? TR: olha vai se andando..é uma vidatou cansadavelha A: olá tia rosa..ah mulher pareces cada vez mais nova..tás aí que é uma rica TR: olha tenho de iro meu xico tá ali á minha espera..farto de esperar M: adês mulher A: já viste cmé ela távelhaparece q tá com os pés pa cova M: e já viste..cheia de pinturas..com os beiços pintadosdeve pensar que é melhor cãs outras A: olha Mabilda..vamos mas é apanhar o carreira pra casa M: vamosé a vida. The End

Linda a música...

A música que vos deixo é:

The Blower's Daughter
Damien Rice

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...
And so it isJust like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind...
My mind...
my mind...
'Til I find somebody new


e a tradução é mais ao menos assim:

The Blower's Daughter (tradução)A Filha do Vento

E então é isso
como você disse que seria
A vida corre fácil pra mim
A maioria das vezes
E então é isso
A história mais curta
Sem amor, sem glória
Sem herói no céu dela
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de Você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos...
E então é isso
Como você falou que deveria ser
Nós dois esqueceremos a brisa
A maioria das vezes
E então é isso
A água gelada
A filha do vento
A aluna rejeitada
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos...
Eu disse que te detesto?
Eu disse que quero deixar
Tudo para trás?
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Meus pensamentos...
Meus pensamentos...
Até conhecer uma nova pessoa.


Espero que gostem, beijinhos

terça-feira, 11 de março de 2008

Eu digo "Piaçaba"






badge



O Piaçabeiro Mor avança mais um passo - É o delírio
É com a voz trémula de emoção, e até algumas palpitações que vos damos a boa nova.

O Piaçabeiro Mor decidiu dar mais um passo para apoiar e incentivar o movimento.

Vejam, autografa um Piaçaba, e dá-o, à pessoa que responder correctamente a uma questão.
Saibam tudo, aqui

Vejam o Piaçabeiro-Mor a autografar o Piaçaba que será entregue a quem tiver essa sorte.

Participem. Dêem o vosso melhor pelo Piaçaba.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Para a minha filhota, o meu verdadeiro Amor!!!

É a nossa música, da Ivete Sangalo... quando a ouviamos juntas sabia que só por a Amar tanto assim eu enfrentei todos os ventos e tempestades, por Ela!!!
E eu k nem gosto de músicas lamechas... mas esta é muito bonita e é nossa!
Obrigada por existires Madalena!
Amo-te mais k tudo na VIDA!



Damien Rice - Depressivo ou realista???



O irlandês Damien Rice não é um intérprete esplendoroso. Tem sim, um talento especial para compor temas capazes de nos deixar sem fôlego. Remeto imediatamente para a fantástica “The blower’s daughter”, incluída na banda sonora do já não tão fantástico filme Closer. Aliás, se começámos a ouvir o nome Damien Rice com mais frequência é por culpa deste tema. Passado à parte, Damien Rice editou no passado mês de Novembro o sucessor de 0. E que melhor título que 9, o outro extremo dos algarismos desemparelhados.

Seguindo o folk que mais facilmente caracteriza a música de Damien Rice, 9 é um trabalho semelhante ao seu predecessor. A grande diferença de 0 para 9, é que aqui já não há o factor surpresa que agradavelmente se apoderara nas primeiras audições de 0. Facto é também que já não existe uma “The blower’s daughter” a empurrar-nos para adquirirmos 9, acabamos por fazê-lo simplesmente porque seria redutor limitar o trabalho de Rice a “The blower’s daughter” ainda que o cantautor irlandês dificilmente torne a atingir a perfeição desse tema em trabalhos vindouros.

Considerações acerca do passado à parte, 9 é um trabalho bastante razoável, recheado de temas capazes de nos fazerem companhia numa tarde de Inverno com muita chuva e uma chávena de chocolate quente. Ainda que seja uma imagem demasiado gráfica, ajusta-se na perfeição aos ambientes recriados pelo trabalho de Rice. Experimentem.

“9 crimes” e a voz que se ouve não é a de Damien Rice, mas de Lisa Hannigan, ela própria uma presença habitual no trabalho do compositor irlandês. “9 crimes”, sobre a culpa e recheada de melancolia, com um trecho de piano típico das músicas românticas, mas aqui, esse romantismo é bem mais cru ainda que a melodia não o deixe transparecer na totalidade. A posição em que surge este tema, é arriscada. Abrir com “9 crimes”, seguramente uma das melhores músicas do álbum é imediatamente subir a fasquia e deixar-nos à espera de algo que não surge no imediato. Na verdade, a música seguinte “The animals were gone” fica muitíssimo aquém da primeira, e nem a letra lindíssima que a acompanha a salva de um naufrágio inevitável. Não se fixa na nossa cabeça por um momento, facilmente nos esquecemos que faz parte do alinhamento do álbum.

“Elephant”, que esteve a um passo de se chamar “The blower’s daughter Part 2”, é dotada das melhores interpretações de Damien Rice ao longo de todo o álbum, a par de “9 crimes” e “Me, my yoke and I”, esta última transpirando uma força completamente rock e tornando-se um dos temas mais deliciosos de 9.

Perto do fim, “Grey room” recupera alguma da beleza de “Elephant”, mas sem conseguir prender-nos do mesmo modo. A salvar o desfecho de 9, surge então “Accidental babies”, a verdadeira canção de amor (se assim lhe quisermos chamar) do álbum. Sem exagerar, Damien Rice canta um poeta, que ironicamente, é ele próprio.

A grande mais-valia deste trabalho são os verdadeiros poemas que constituem cada música, aliados à interpretação de Damien Rice que vai mais longe do que por vezes esperamos dele, mas é desolador que num álbum composto por dez músicas, apenas metade mexa de facto com quem está do lado de fora das colunas.




Eu gosto!!!
And soo it is!!!

É linda a música ...

Há um ano e meio era simplesmente uma jovem com um perfil no MySpace. Acompanhada apenas por uma guitarra, cantava a música "Bubbly"... canção que lhe trouxe mais de dez milhões de visitantes à sua página na web. Este inesperado sucesso chamou a atenção da Universal Music e do site de partilha de música saltou directamente para o estrelato mundial. Chama-se Colbie Caillat, tem apenas 22 anos e acabou de lançar o disco "Coco" em Portugal. O Expresso esteve à conversa com a jovem cantora em Paris e ficou a saber como é que do mundo da Internet a menina da Califórnia passou para os palcos internacionais.

Como é que tudo aconteceu?
Fui descoberta através do MySpace há cerca de um ano e meio. Um amigo ajudou-me a pôr umas quantas músicas no MySpace e durante seis meses fui ganhando cada vez mais e mais popularidade no site. As pessoas começaram a ouvir a minha música e a adicioná-la aos seus perfis e a minha página começou a ter milhares de visitas diárias. Transformei-me numa das artistas mais procuradas e as editoras começaram-se a interessar por mim. Assinei com a Universal Music há um ano e agora ando a promover o meu álbum por todo o mundo.

Alguma vez pensou que o MySpace pudesse dar-lhe tanta visibilidade?
Não fazia ideia até porque nem sequer sabia muito bem como é que o MySpace funcionava. Foi o meu amigo que me explicou, que me ajudou a fazer a página e o upload das músicas. Se não fosse ele eu nunca teria feito nada disto. Não fazia ideia sequer ideia do que era isto dos Top Artists deste site. Apenas aconteceu.

Sempre quis trabalhar na indústria da música?
Eu sempre quis ser cantora. Mas não sabia que género de cantora queria ser até porque nunca gostei da ideia de ir para o palco, tinho medo. Mas gostava de cantar e de ir para estúdio, portanto, dizia desde pequenina: "Quando crescer quero ser cantora". Então quando fiz dezoito anos aprendi a tocar guitarra e comecei a escrever canções. Um ano depois acabei por as pôr no MySpace e foi quando tudo começou.

Trabalhar com o pai

Colbie chamou a atenção da Universal Music quando o seu perfil do MySpace atingiu os 10 milhões de visitas


O facto do seu pai ser produtor musical influenciou a sua vontade?
Ele sabia que eu queria ser cantora e disse-me: 'Se realmente queres fazê-lo então tens de primeiro aprender a usar as ferramentas que te vão dar sucesso'. Tinha de aprender a tocar um instrumento e a escrever canções. Eu era apenas uma adolescente e queria que fosse tudo mais fácil. Tinha 19 anos quando decidi ouvi-lo e aprendi a tocar guitarra, o que depois me ajudou imenso quando fui para estúdio.

Ele ficou surpreendido com o inesperado sucesso no MySpace?
Surpreendeu-se com facto de aquilo estar realmente a pegar. Ele já sabia que eu tinha talento, gostava muito das canções... aconteceu-lhe o mesmo que aconteceu comigo. Ele sabia que eu queria cantar, sabia que o álbum era bom, mas quando isto se tornou realidade foi como estar num sonho.

Ele é o produtor executivo do álbum "Coco". Como foi trabalhar com o pai?
É óptimo. Eu cresci a ouvir os conselhos dele portanto ele estar comigo em estúdio foi bom, a dar-me conselhos, a falar-me de instrumentos que eu nem fazia ideia que existiam, a trazer músicas talentosos para trabalhar comigo. Foi bom.

Quais são as suas principais influências musicais?
O John Mayer, pela forma como escreve canções. A Lauryn Hill inspirou-me a ser cantora porque adoro a voz dela. O Bob Marley porque tem uma música muito relaxante que me deixa cheia de boa-disposição. Crescer a ouvi-lo fez-me também querer fazer música que deixasse as pessoas bem-dispostas. E os Fleetwood Mac porque eram simplesmente fabulosos.

"Todas as minhas canções são sobre sentimentos reais"
A Colbie diz que "uma boa música tem de nos acelerar o coração, aquecer a alma e fazer-nos sentir bem". Qual é o segredo para escrever uma canção assim?
Para escrever uma música com o coração é preciso expor o que nos vai na cabeça, aquilo que estamos a passar. Escrever canções para mim é quase um género de terapia. Ao cantar as minhas emoções, tiro peso dos ombros. Todas as minhas músicas são sobre coisas verdadeiras, sentimentos reais. Quando outra pessoa se identifica com o que a música conta cria-se uma relação especial com o artista.

Se escreve sobre as suas experiência pessoais, de que fala a tão badalada "Bubbly"?
Por acaso a Bubbly não fala sobre uma experiência. É apenas sobre aquilo que eu gostava de ter. Na altura eu estava em casa realmente cansada de não estar apaixonada há muito tempo. Sentia saudades daquelas emoções de quando se gosta de alguém, como as borboletas na barriga, o sorriso na cara. Estava tão aborrecida que queria sentir o meu corpo assim outra vez. Então decidi escrever sobre todos esses sentimentos de quando gostamos de alguém.

Como é que descreve a sua música?
Muito optimista. São músicas sobre as experiências do dia-a-dia.




"Bubbly" é o nome da música que conquistou milhões de internautas
Você tem apenas 22 anos. Como é que se está a adaptar a esta fama repentina?
Ainda me estou a habituar. Há um ano eu tinha um trabalho comum, não era reconhecida na rua. Não era uma vida chata, era apenas normal. Escrevia canções em casa, ia à praia com os meus amigos... Agora que ando a viajar pelo mundo, em aviões todos os dias, com concertos todas as noites, com fãs a gritarem por mim... É estranho.

Disse que tinha medo do palco. Como é que se sente agora? Ainda tem medo?
No início sim. Quando o público é composto por adolescentes, que são a maioria dos meus fãs, eu relaxo e sinto que eles me vão compreender. Mas quando são espectáculos de promoção ao álbum ou tenho de ir à televisão fico muito nervosa porque sinto que estão lá todos apenas para me avaliar. Às vezes fico tão assustada que chego a chorar antes de entrar em palco. Mas depois das primeiras três músicas fico melhor e começo a divertir-me.

O poder da música online
A maioria dos seus fãs são adolescentes. Como é que lida com o facto de ser um exemplo para esta faixa etária?
É estranho porque... enfim, eu tento ser um bom exemplo e passo a vida a pensar nisso, nas coisas que faço e que digo. Mas eu tenho 22 anos e ainda tenho muito a aprender, portanto, não me posso ver a mim mesma como um modelo a seguir.

O que acha da partilha de música online?
Acho óptima. Acho maravilhoso que existam sites como o MySpace onde se pode partilhar música, onde pessoas de todo o mundo podem procurar-te e ouvir o teu trabalho e tornarem-se teus fãs. Há uns anos era a indústria discográfica que decidia quem passava na rádio e quem era divulgado. Com o online as pessoas podem fazê-lo sozinhas. Os fãs também podem escolher quem querem ouvir e não estão sujeitos apenas ao que é escolhido pelas editoras.

Que conselho dá aos novos músicos que também estão a tentar mostrar o seu trabalho?
Bom... disponibilizem a vossa música e deixem que as pessoas vos descubram.




Colbie Caillat - Bubbly

I've been awake for a while now
you've got me feelin like a child now
cause every time i see your bubbly face
i get the tinglies in a silly place

It starts in my toes
makes me crinkle my nose
where ever it goes i always know
that you make me smile
please stay for a while now
just take your time
where ever you go

The rain is fallin on my window pane
but we are hidin in a safer place
under the covers stayin safe and warm
you give me feelins that i adore

It starts in my toes
makes me crinkle my nose
where ever it goes
i always know
that you make me smile
please stay for a while now
just take your time
where ever you go

What am i gonna say
when you make me feel this way
I just........mmmmmmmmmmm

It starts in my toes
makes me crinkle my nose
where ever it goes
i always know
that you make me smile
please stay for a while now
just take your time
where ever you go

I've been asleep for a while now
You tucked me in just like a child now
Cause every time you hold me in your arms
Im comfortable enough to feel your warmth

It starts in my soul
And I lose all control
When you kiss my nose
The feelin shows
Cause you make me smile
Baby just take your time
Holdin me tight

Where ever, where ever, where ever you go
Where ever, where ever, where ever you go.....

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Veja meu FunPix!

É verdade

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso é só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ele de slows, você gosta de praia e ele tem alergia a sol, você abomina Natal e ele detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele “sacana”. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não aguenta uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de shampoo e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor

Veja meu Guestbook!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

How you remind me!!!


EU,...

EU, O SER E A DÚVIDA

"O quarto é uma selva de neurose.
É ofegante a permanência, é persistente o desejo, vontade tão própria de inovação.
Uma porta e uma janela são a novidade do cativeiro.
Tudo se conhece; um conhecer terrível e espantado que se dilui em interrogação.
Diz-me, ar perplexo de mundo, onde está a fuga?
Tu, visitante assíduo e perspicaz que vagueias por este meu Inferno.
Chega-te à cama minha universal, repouso dos sonhos que sugam o meu inquieto pensamento. Chega-te cá, meu perdido dualismo, que reflectes sem saber quando e porquê, que divagas viajando na essência abstracta e pura de um Não-Ser das coisas e não-coisas.
Não te rias de mim, vida repouso de deuses-demónios; não esperes que eu tombe a teus pés, imagem talhada de Incerteza.Mata-me só hoje, nobre tempestade de silêncio; afaga os gritos escaldantes de um ninguém que não é daqui, que viaja sem destino e com todos os destinos, que...Recôndito raio de sol que penetras com esforço essa janela amedrontada, vem um pouco mais a mim, aquece, ilumina este meu Não-Ser,
dúvida agitada e agitante de ser
Ser sem saber o que é Ser e porque é Ser na imensa frustração que é ser Ser.
Vem tu também, imagem do meu último sonho que será sempre o primeiro; vem e envolve-me na pleura do teu fascínio, tu que tens o poder da deusa profana que me encanta, que me beija o espírito, que me adormece em divino ócio.

"Do livro de Poesia e prosa-poética "Da Incerteza"

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

ufff

RVCC o primeiro trabalho correu bem, que bom.
Tenho tido tanto trabalho, ao menos isso.

O ambiente faz mau ambiente



Usar material biodegradável, por exemplo, é excelente para os ecologistas mas péssimo para os arqueólogos de 2170, que hão-de andar a escavar buracos enormes, à procura de uma pitoresca pilha alcalina

Poucos temas geram um ambiente mais desagradável do que a questão do ambiente. Há histéricos de um lado a anunciar o fim do mundo e histéricos do outro a assinalar o histerismo dos primeiros, de forma não menos histérica. O que é curioso é que, normalmente, os histéricos agrupam--se segundo critérios ideológicos. Os histéricos de esquerda defendem que isto é tudo da bicharada e as auto-estradas devem ser construídas por cima das casas das pessoas, porque se as construírem numa planície deserta o barulho dos carros torna-se incomodativo e não deixa o escaravelho da batata nidificar. Os histéricos de direita consideram que isto é tudo nosso e recusam-se a parar de tomar 17 banhos de imersão por dia, mesmo quando estiver cientificamente provado que, se eles não fecharem a torneira da água quente neste preciso momento, para a semana deixa de haver elefantes, tigres e vacas no planeta.
O consenso parece difícil e longínquo, até porque há muitos interesses diferentes em jogo. Usar material biodegradável, por exemplo, é excelente para os ecologistas mas péssimo para os arqueólogos de 2170, que hão-de andar a escavar buracos enormes, à procura de uma pitoresca pilha alcalina ou de uma valiosa embalagem de bifes feita daquela espécie esquisita de esferovite, e não encontrarão nada porque os ambientalistas convenceram toda a gente a usar o pilhão e a fazer a fusão a quente da esferovite, ou lá o que é que eles propõem para isso.
Por outro lado, não deixa de ser irónico que várias espécies estejam em vias de extinção sem que nós nunca lhes tenhamos feito mal directamente (eu, por exemplo, nunca matei uma foca à paulada – nem conto vir a matar, por muito que me digam que é giríssimo), e as moscas estejam cheias de vitalidade quando o ser humano anda há séculos a planear e a executar programas de extermínio só para elas. É ridículo que um urso panda seja mais frágil do que uma barata, e a natureza devia repensar isso. Quando temos a sensação de que o planeta anda a fazer pouco de nós, é mais difícil arranjar vontade de o proteger.
O planeta que vá gozar com a mãe dele.
Suponho que os próprios ecologistas tenham muita dificuldade em controlar-se. Tanto empenho a ir colher ensinamentos à natureza e depois a natureza vai e prega-lhes umas partidas inadmissíveis. Por exemplo, a maior parte dos animais usam peles de animal – coisa que os ecologistas abominam. Os animais chamam-lhe apenas pele, mas não enganam ninguém. Aquilo é mesmo pele de animal. Há dias passei por uma raposa que envergava uma bonita pele de raposa e só por estar com pressa é que não voltei atrás para lhe despejar um spray de tinta no lombo.
O próprio número da VISÃO que o leitor segura nas mãos faz pouco sentido. Parece que o objectivo é ajudar as pessoas a compreender que é preciso ter um comportamento mais responsável em relação ao ambiente. E, no entanto, fartaram-se de deitar árvores abaixo para eu escrever estas baboseiras.